Educar sem medo de traumas
Educar é uma grande e difícil tarefa
e por muitas vezes têm gerado medo, dúvidas, angústias e culpa aos pais. O mais
difícil parece ser saber equilibrar o afeto e a liberdade com as regras e os
limites. Muitos pais se vêm perdidos e cheios de questionamentos em como
assumir o papel de referência para os seus filhos.
Há poucos anos atrás a educação dos
filhos era permeada por regras excessivas e cheia de autoridade por partes dos
pais e/ou responsáveis, desconsiderando até mesmo aquilo que é singular e único
dos filhos, a subjetividade. No entanto, essa forma de educar era tida como o
melhor modelo para se criar crianças e adolescentes.
Mas os tempos mudaram e trouxeram
rapidamente fortes transformações na maneira do homem ver e pensar a vida,
proporcionando também, mudanças nas famílias e em como estas passaram a
entender e vivenciar a educação.
Atualmente, os caminhos para a
educação são opostos aos caminhos citados anteriormente, existindo muitas vezes
uma proteção exagerada e um suprimento exacerbado dos desejos dos filhos. O
receio de causar traumas e frustrações nos jovens parece ser o grande motivo
dessas mudanças, gerando assim, adultos cada vez mais egoístas e solitários.
Ao assistirmos os jornais, por
exemplo, podemos perceber o aumento da agressividade, da violência e do
envolvimento dos jovens com drogas. Sem falar do desinteresse dos mesmos para
com as responsabilidades e com os estudos. Portanto, devemos nos questionar
sobre qual tipo de educação está sendo dando aos nossos
filhos e se esta tem realmente gerado bons “frutos”.
A
verdade é que vários fatores influenciam para uma educação mais difícil e mais
desafiadora. Hoje, os chefes de família sejam eles homem e/ou mulheres
dividem-se em várias atividades, dedicando- se bastante em prol de obter um
sucesso financeiro e uma maior realização profissional e pessoal e uma melhor
condição de vida a família.
Esta
necessidade em muitos casos gera um sentimento de culpa aos pais e estes se
sentem na obrigação de compensar os filhos, sendo assim mais permissivos diante
dos erros dos mesmos, sem falar, que se sacrificam para suprir qualquer
ausência através de bens- materiais.
Assim,
nesses últimos anos muito se perdeu de uma boa da educação, como: momentos de
união e convivência nos quais os valores mais importantes são passados aos
filhos. A postura firme cheia de autoridade dos pais, as regras e o “não”
quando necessário diante de erros ou situações não coerentes a idade do jovem,
pois dar limites é dar condições dessa criança ter noção da realidade e de que
esta nem sempre será fácil.
No
entanto, saber o momento do “sim” também é crucial para uma boa educação. Gerar
frustrações e não realizar todos os desejos dos filhos é preciso, mas a sensibilidade
não pode ser esquecida e os elogios e “sim” devem ser dados em momentos de
merecimento.
Psicóloga
Aroliza de Drumond
2 comentários:
..."nesses últimos anos muito se perdeu de uma boa da educação, como: momentos de união e convivência nos quais os valores mais importantes são passados aos filhos." Gostei de todo o texto, Liza!!! Parabéns. Estás na profissão certa. Psicologia é a tua vocação. Beijos!!! Boa sorte sempre!!! Clarissa Freitas.
Obrigada Clarissa! Sua opinião é muito importante para mim...
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